Dá gosto de ver e de comer

Não foi nada programado. Quinta-feira um casal de amigos muito querido nos ligou dizendo que vinha a Niterói e queriam nos ver.

Combinamos de eles virem à nossa casa. Eu faria um almoço e estava resolvido.

Mas a vida sempre nos reserva algo melhor. E foi isso o que aconteceu.

Há anos tenho vontade de conhecer o Mercado de Peixe São Pedro de Niterói. Por coincidência, minha amiga disse que gostaria de ir lá. Então porque não aproveitar a oportunidade e ir almoçar?

Mais que um almoço, é uma experiência gastronômica e cultural. Apesar de simples, o mercado é super movimentado. O colorido e o tamanho dos peixes chamam nossa atenção.


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Após o passeio, o segundo andar. Vários restaurantes. Mesas cheias, falatório, peixe, camarão, garçons de um lado para o outro.

Nosso pedido, nada sofisticado, mas de dar gosto. Por um preço justo e uma porção farta, nos deliciamos com um bobó de camarão de fato cheio de camarões (sem contar a entrada que não fotografei, uma apetitosa casquinha de siri).

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E pronto. Sem luxo. Com fartura e com amigos especiais. Foi o melhor e o suficiente. E não é que as melhores coisas da vida são as mais simples?

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Uma Barcelona que quero conhecer

Não conheço Barcelona. Mas o que ouço a seu respeito me faz querer conhecê-la na próxima estação, no próximo mês, na semana que vem… Enquanto não posso atender a essa urgência, alimento minha expectativa com imagens, relatos e… Histórias.

Esses dias terminei de ler o livro “O prisioneiro do céu“, de Carlos Ruiz Zafón. O livro se passa em uma Barcelona antiga, da década de 1950. Enquanto o enredo de suspense se desenrola, nomes de ruas, descrições de praças e o clima da cidade nos leva a uma Espanha fria durante a ditadura franquista e, ao mesmo tempo, envolvente.

O prisioneiro do céu

“(…) fomos passeando até um dos restaurantes favoritos de meu amigo em toda Barcelona e em boa parte do mundo conhecido. O Can Lluís ficava no número 49 da rua de la Cera, no limiar do filé-mignon do Raval (…), impregnado dos mistérios da velha Barcelona.” (O Prisioneiro do Céu, página 54)

O retorno do personagem Fermín à cidade, pouco tempo depois de fugir da prisão, me fez querer voltar também a Barcelona. Voltar sem nem ao menos ter ido.

“Um céu escarlate cobria uma Barcelona negra e pontilhada de silhuetas escuras e afiladas.” (O Prisioneiro do Céu, página 143) Envolta em mistério, a cidade espanhola provou ser o cenário perfeito para uma boa história.

Ao terminar de ler o livro, a sensação que fiquei é que essa é uma Barcelona que quero conhecer.

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Saudade de Florença

Acompanho alguns blogs sobre a Itália e cada vez que eu leio algum post, sinto saudade da minha città preferida: Florença, ou, em italiano, Firenze. Quando fomos à Itália no ano passado, passamos duas semanas lá. E simplesmente me apaixonei.

Duomo de Florença

Esse é o Duomo de Florença, a principal igreja da cidade. Era lindo ver como ela mudava de cor à medida que a incidência de luz do sol aumentava.

Florença respira cultura, boa comida e vida. Sobre cultura, de todas as obras que vimos o Davi de Michelangelo foi o mais impressionante.

Meu lugar preferido foi a Piazza Michelangelo, de onde se vê o famoso Ponte Vecchio (ponte é uma palavra masculina em italiano), um dos principais pontos turísticos da cidade.

No caminho pra lá, comemos uma das comidas mais deliciosas da viagem. E olha que não foi pasta!

Almoço Florença

Enfim, esse post foi mais para dividir e reviver um pouco o que experimentei em Firenze, la città pìu bella della Italia!

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Um jantar perfeito em Búzios

Cada vez que vou a Búzios fico mais encantada com a vivacidade daquela cidade. Incrível como alguns lugares tem um quê diferente que atrai as pessoas. O que mais me impressiona é a vida noturna de lá. Meia noite ainda é cedo para comer, fazer compras, enfim, passear.

Pois bem, passamos um final de semana desses no Peró e demos um pulo lá no sábado à noite. Para quem não conhece, existe uma estradinha em ótimo estado no Peró que leva a Búzios em apenas 17 minutos!

Quando chegamos, a rua das Pedras estava super movimentada. Logo, os restaurantes também! Enquanto passeávamos, ficamos de olho nos cardápios dos restaurantes procurando o melhor custo benefício, ou seja, preço e sabor!

Até que encontramos! O nome do restaurante é Mineiro Grill, nome nada atrativo, mas o restaurante é uma graça, e o mais importante, a comida é uma delícia! Na verdade, o que me chamou atenção foi o prato do dia, Espaguete a Frutos do Mar. Foi esse que escolhi e estava tentador!

Espaguete a Frutos do Mar

Espaguete a Frutos do Mar em Búzios

Só de escrever, lembro do sabor inconfundível das lulas e camarões, do leve tempero do tomate e da familiar massa do espaguete.

Além disso, o clima do restaurante era ótimo. As mesas arredondadas davam um ar intimista e aconchegante ao lugar. Rosas pendiam do teto e iluminavam o ambiente. Uma música agradável ao fundo e por fim, um bom atendimento. Sem contar o essencial, a melhor companhia.

Enfim, um jantar perfeito para uma noite perfeita!

Crítica: Meu marido pediu um filé mignon com salada, o filé estava ótimo, mas a salada deixou a desejar!

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Um pedacinho da Itália no meio de Icaraí

Dia desses saímos com a ideia de ir a um restaurante diferente. Não sei se todas as pessoas são assim, mas nós temos a mania de frequentar sempre os mesmos restaurantes e pedir sempre os mesmos pratos. Dessa vez não.

Foi então que lembramos de um restaurante italiano que estávamos há tempos para experimentar: o Cantina Buongiorno. Eu, que não sou nativa de Niterói, nunca tinha ido, só meu esposo.

O Cantina Buongiono fica em uma ruela no meio da Gavião Peixoto. Era dia de semana e por isso não estava muito cheio. Como é comum na Itália, mas não tão comum por aqui, o cardápio estava do lado de fora, com pratos e preços. Nada mais justo. Dei uma olhada e me animei. É aqui!

Ao entrar, tive uma sensação deliciosa de ter sido transportada para outro lugar. Poderia jurar que ao sair dali estaria em alguma cidade da Toscana, como Florença ou Lucca. O clima era veramente italiano. Logo na entrada, tinha um signore que tocava. Os acordes do instrumento e as notas das musicas apaixonadas davam ao restaurente, com suas mesas de madeira e luz baixa, um quê a mais.

Escolhemos uma mesa redonda, no canto, com um espelho atrás. Havia uns poucos casais jovens e algumas famílias. No cardápio, antipasti, primi piatti e Carnes. Optamos por massa (primo piatto).

A pedida foi Raviolli al Pollo (frango) para mim e o tradicional Spaghetti a Carbonara para o Ézil. A espera foi curta, com direito a pães e azeite, como na Itália, e o pouco que esperamos valeu super a pena. Além de muito bem-servidos (o que nem  sempre acontece por lá), os pratos eram simplesmente deliciosos! Sabor, temperatura (estavam quentíssimos!) e um ótimo atendimento! Tudo que um buono ristorante precisa ter! Eu recomendo!

Serviço: Rua Gavião Peixoto, 152 loja 104 – Icaraí

Telefone: (21) 2610-7704

 

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verona e viagem

Hoje assistimos ao filme “Cartas para Julieta” (2010). Na verdade, nosso interesse era observar onde se passava a história: Verona. Estamos de viagem marcada para a Itália. E nossa atenção anda voltada para programas, revistas e fiilmes sobre o turismo no país. Dia desses, vimos um programa muito bom na televisão sobre dicas de brasileiros que moram lá fora. Nesse dia, o programa se passou em Roma, nosso último destino. Estamos naquele período de expectativa. Tudo sobre a Itália nos chama atenção.
“Cartas para Julieta” mostra os campos lindos da Toscana. Verdes, sem fim. A arquitetura tão antiga, as pessoas tão alegres, receptivas.
Quero sentir os sabores da Itália, os cheiros, a comida, as pessoas. Quero ouvir aquela língua cantada. Quero frutas frescas, quero paisagens antigas, quero estar lá. E mais do que estar lá, quero viver lá, mesmo que num curto período de 20 dias.

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Creperia Brasil

Niterói tem uma gama enorme de restaurantes. Seja em Icaraí, em São Francisco, ou na Região Oceânica, os niteroienses podem escolher à vontade. E eu me incluo nesse grupo: moro aqui há seis anos e em matéria de gastronomia, estamos bem.
De tantos, há um que me conquistou. Tímido, no final da Quintino Bocaiúva, em São Francisco, a Creperia Brasil é um lugar aconchegante, talvez um pouco diferente do que espera o público alvo de São Francisco, que procura os barzinhos da região para conversar e se divertir. Suas mesas de madeira clara, algumas com sofazinhos e almofadas, suas velas nas mesas e um clima gostoso são mero detalhes se comparados à especialidade da casa: crepes!
Com uma massa leve e um recheio generoso, o prato é daqueles que fazem a gente acabar de sair do retaurante já com vontade de voltar.
Mas eu tenho um grande defeito: escolho sempre o mesmo sabor. Apesar da grande variedade de recheios (restaurantes têm que ter variedade!!), sou apaixonada pelo número 37. O Jeri (37) é originalmente feito de catupiry, peito de peru e palmito. O meu Jeri substitui palmito por champignon e pronto: o crepe perfeito!
Minha única reclamação é que a Creperia Brasil não abre às segundas-feiras, nem no Carnaval! Tentamos por duas vezes ir durante o feriado, no sábado e na quarta-feira de cinzas. Só conseguimos matar a vontade ontem à noite.
O que posso dizer? Valeu a pena esperar. E eu recomendo!

Dicultura de volta à procura de bons restaurantes e contando tudo depois.

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